Manuscrito de Drunvalo Melchizedek – A descida à Terra

MANUSCRITO DE DRUNVALO MELCHIZEDEK- O AMOR DO FILHO, VÁRIAS HISTÓRIAS

Drunvalo Melchizedek/Bernard Perona

 

A DESCIDA DE DRUNVALO À TERRA — 1

Parece quase um sonho agora — a lembrança tênue, porém firme. Lembro-me pouco da experiência real da oitava dimensão vibratória, exceto que tudo era luz e som criados a cada momento por meio do puro amor. A maior parte da lembrança oculta de mim mesmo por enquanto. Havia completa unidade, a dualidade era uma experiência pela qual nem todos os seres tinham passado, e eu era um deles. Meu Pai, a mais elevada verdade dentro de mim, pediu-me que viesse para a Terra. Disse que seria bom para mim e que eu poderia ajudar aqui.

Não usou palavras e sim luz e imagens sonoras dentro de nosso ser, uma comunicação mais completa e íntima. Instruiu-me em como me deslocar para alcançar a Terra, dizendo-me para continuar até atingir a luz. Fiz o que ele mandou, desloquei-me dessa maneira especial, e em instantes me encontrei em completa escuridão. Não conseguia enxergar, mas sentia o movimento. Pouco depois de partir, voltei-me na escuridão e olhei. Contemplei a mais grandiosa e bela visão. Suspensa na escuridão absoluta, havia uma espiral de luz, de tamanho imenso, pareceu-me.

A luz era multicolorida formando pequenas faixas digitais saindo do centro. Parecia uma concha de náutilo de néon flutuando num campo de visão infinito. Senti-me humilde e cheio de admiração por causa de sua grandiosidade. Sabia que era meu lar e que não voltaria por muito tempo. Mas não senti tristeza, senti alegria e liberdade. Não mais olhei para trás…

Passou-se muito tempo, pareceu-me. Pode ter sido milhões de anos ou alguns dias. Era impossível dizer sem um ponto de referência. Continuei a me deslocar.

De repente, sem qualquer antecipação, todo o meu campo de visão foi preenchido por luz espiralante, variedades de cores que em geral jamais são vistas aqui na Terra, exceto em raros casos envolvendo cristais. Eram pastéis transparentes dourados e azuis e rosas e amarelos. A luz estava em toda parte. Parado à minha frente, a cerca de três metros, havia um homem cujo nome é Machiventa Melchizedek. Machiventa saudou-me e me mostrou a beleza de seu coração.

Imediatamente, senti grande amor por ele e perguntei onde eu estava. Sem responder, voltou-se para a minha direita, e senti que começamos a nos deslocar. Quase instantaneamente minha posição mudou. Eu flutuava em um campo de luz em forma de disco de aproximadamente 16 metros de diâmetro. A suave luz multicolorida brilhante parecia girar ao redor do disco em ambas as direções ao mesmo tempo, deixando-me com uma sensação de estabilidade e beleza antiga. Eu conseguia enxergar através desta espaçonave transparente o espaço profundo e [os] infinitos milhões de estrelas brilhantes que enchem a galáxia. Nunca conseguiria descrever a beleza e reverência que senti em meu coração.
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