Chip comestível inaugura a era da medicina digital

Um microchip comestível que registra em detalhes precisos todos os comprimidos e remédios tomados pelo paciente estará disponível no mercado do Reino Unido até o final deste ano, como parte de um acordo comercial que abre as portas para a era da medicina digital. O objetivo é tornar os tratamentos médicos mais eficazes — uma vez que serão seguidos à risca — e reduzir os prejuízos do sistema público de saúde que, muitas vezes, gasta dinheiro com remédios que acabam nunca sendo tomados por mera distração.

Uma empresa biomédica americana assinou contrato com uma firma britânica de saúde para vender sensores digestíveis — cada um deles é menor que um grão de areia — , capazes de transmitir informações médicas de dentro do corpo de um paciente diretamente para o celular de um médico ou de um parente.

O objetivo é desenvolver uma área da “medicina inteligente”, que pode ajudar pacientes e seus cuidadores a terem um detalhamento preciso de quais pílulas foram tomadas e a que horas do dia, de forma a garantir que regimes complexos de medicamentos sejam cumpridos da forma mais correta possível para o melhor resultado do tratamento. Segundo os médicos, muitas terapias não alcançam todo o efeito desejado ou simplesmente não funcionam porque os remédios não são tomados corretamente.

No mercado até o fim do ano

Cada uma das muitas pílulas ingeridas todos os dias por pacientes crônicos, por exemplo, especialmente por aqueles que sofrem de problemas mentais, será registrada digitalmente no momento em que forem digeridas no corpo.

O laboratório farmacêutico Lloyds informou que pretende colocar no mercado os microchips comestíveis fabricados pela empresa californiana Proteus Biomedical até o final do ano, como parte de um teste com pacientes do sistema público de saúde. O teste pretende averiguar se eles estariam tomando os remédios corretos, nos horários indicados pelos médicos.
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