Turiya (Osho)

O homem tem três fontes de energia: uma é o corpo, a outra é a mente, a terceira é o coração. No ponto em que as três energias se encontram, se fundem, se tornam uma, surge a quarta energia.

Você não pode chamá-la de corpo, nem de mente, nem de coração, e por isso ela é simplesmente chamada de turiya, a quarta. Ela nunca recebeu um nome.

O despertar da quarta energia é o começo do sagrado, da transformação, o início da vida real, da vida autêntica, da vida eterna, da vida divina.

Esses três rios existem em todas as pessoas, mas raramente se encontram. A mente puxa para um lado, o coração para outro, o corpo para outro. Eles nunca entram em acordo.

Se você observar seu funcionamento interno, ficará surpreso: os três nunca entram em acordo. O corpo diz: “Pare. Não quero comer mais, estou cheio”. Mas a mente diz: “O sorvete é tão delicioso! Só mais um pouquinho…” O coração diz: “Isso é lindo”. A mente diz: “Você é bobo, idiota. Você está louco”.

Sempre que o coração se apaixona, a mente diz: “É cegueira”. E sempre que o coração segue qualquer direção, a mente acha um defeito. Eles vivem em mundos diferentes.

Todo o processo da meditação é ajudar essas forças conflitantes a se encontrarem, se fundirem, se tornarem harmoniosas. E então você se enche de energia, porque toda aquela energia que era desperdiçada em conflitos desnecessários se torna disponível para você.

E é essa energia que se transforma em asas e o leva para o além.

(Osho, em “Meditações Para a Noite”)

Opte sempre pelo que faz o seu coração vibrar

Opte sempre pelo que faz o seu coração vibrar

 

A sociedade lhe ensina: ” opte pelo conveniente, pelo confortável. Opte pelo caminho batido no qual seus antepassados já caminhavam. Essa é a prova – tantos milhões de pessoas já o percorreram, não pode ser o caminho errado.

Mas lembre-se de uma coisa: a multidão nunca passou pela experiência da verdade. A verdade só aconteceu a indivíduos.

Sempre que houver alternativas, tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo comum, pelo socialmente aceitável. Opte pelo que faz o seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as conseqüências.

Cometer erros não é errado – cometa todos os erros de que for capaz. E desse jeito você aprenderá mais. Só não cometa o mesmo erro mais de uma vez: isto faz de você um tolo.

Com a segurança, com o conhecido você fica entediado. Começa a ficar entorpecido. Com a insegurança, com o desconhecido, com o inexplorado, você se sente extasiado, belo, criança novamente – mais uma vez aqueles olhos de admiração, mais uma vez aquele coração capaz de se maravilhar.

(OSHO)