O Ego, e por que tanto falam nisso?

O Ego, e por que tanto falam nisso?

Quando falo sobre o ego, eu sempre me lembro de conceitos de informática. O Ego é como um software, um programa feito para operar, controlar uma máquina, um hardware. Em nosso caso, o hardware ou a máquina seria nosso corpo humano.

Assim sendo, o Ego é uma programação embutida em todos nós para primordialmente garantir a nossa vida individual em suas necessidades mais básicas, como sono, fome, inter-relações com outros seres, proteção, intimidade, auto-estima, entre outras questões. Essa programação visa garantir sua vida até que em determinado ponto você possa descobrir que você não é o Ego em si, mas algo muito além disso.

É comum vermos e ouvirmos as pessoas denegrindo o ego, por ser algo individualista, por fazer as pessoas pensarem apenas nelas mesmas , ignorarem as demais e outras coisas além disso. Contudo, o ego foi criado justamente para isso, para guiar um ser como um indivíduo  e garantir sua existência até que chegue o momento de sua auto-realização, não estou falando de ascensão, apenas do momento onde a pessoa chegou no estágio que precisava chegar, no momento mais ideal para que possa experienciar aquilo no qual ela nasceu destinada a realizar. O ego é um instrumento individualista sim, mas para que a pessoa chegue no momento ideal de realizar sua missão de vida.

Deixe me trazer um conceito muito utilizado no mundo empresarial, mas que se aplica adequadamente ao que acabamos de explicar:

Aqui faço um resumo originário do site Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hierarquia_de_necessidades_de_Maslow

A hierarquia de necessidades de Maslow, também conhecida como pirâmide de Maslow, é uma divisão hierárquica proposta por Abraham Maslow, em que as necessidades de nível mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Cada um tem de “escalar” uma hierarquia de necessidades para atingir a sua auto-realização.

Maslow define um conjunto de cinco necessidades descritas na pirâmide.

  • necessidades fisiológicas (básicas), tais como a fome, a sede, o sono, o sexo, a excreção, o abrigo;
  • necessidades de segurança, que vão da simples necessidade de sentir-se seguro dentro de uma casa a formas mais elaboradas de segurança como um emprego estável, um plano de saúde ou um seguro de vida;
  • necessidades sociais ou de amor, afeto, afeição e sentimentos tais como os de pertencer a um grupo ou fazer parte de um clube;
  • necessidades de estima, que passam por duas vertentes, o reconhecimento das nossas capacidades pessoais e o reconhecimento dos outros face à nossa capacidade de adequação às funções que desempenhamos;
  • necessidades de auto-realização, em que o indivíduo procura tornar-se aquilo que ele pode ser: “What humans can be, they must be: they must be true to their own nature!” (Tradução: “O que os humanos podem ser, eles devem ser: Eles devem ser verdadeiros com a sua própria natureza).

É neste último patamar da pirâmide que Maslow considera que a pessoa tem que ser coerente com aquilo que é na realidade “… temos de ser tudo o que somos capazes de ser, desenvolver os nossos potenciais”.

Como podemos observar, as necessidades básicas devem ou deveriam ser cumpridas até que chegasse o momento de auto-realização. Para muitas pessoas, esse é o momento em que elas fizeram algo na vida no qual sua existência valeu a pena. Algo no qual elas precisavam passar, experimentar para que tivessem esse aprendizado de vida, ou qualquer outro que seja seu propósito enquanto encarnado.

Vale ressaltar, que muitas pessoas chegam ao seu momento de auto-realização sem ter cumpridas todas as necessidade do modelo sugerido. Isso é um ponto importante a lembrar. Também convém que parte da realização de uma pessoa tenha como pré-requisito a ausência de algum desses elementos.

Contudo, a razão principal de eu ter trazido esse modelo, é que muitas vezes para chegarmos no nosso momento X, precisamos passar e enfrentar situações de conflito e dualidade, no qual muitos deles serão baseadas no nosso ego e no ego de terceiros. Porém, não deveríamos nos envolver tão emocionalmente ao negar e condenar o ego, pois ele é apenas um dos elementos necessários num jogo muito maior e mais complexo que é a nossa própria existência. As vezes os conflitos existiram e você agirá baseado no ego, de forma a tomar um caminho diferente que precisa tomar, embora não entenda completamente naquele momento.

Vejo no cenário da espiritualidade práticas que visam negar ou bloquear o ego, bem como trabalhos em grupos que visam exatamente isso. Essa questão se mostra como um desentendimento das práticas mais antigas no qual não visavam a negação do Ego, mas sim sua transcendência, ou seja, que as pessoas por um dado momento não agissem baseados no ego, transcendessem isso de forma a descobrir sua consciência e toda extensão, sem os limites impostos por esta programação tridimensional.

Espero com este material, trazer um pouco mais de esclarecimento sobre o assunto. O ego, vai continuar existindo em nós de forma a nos lembrarmos sempres que temos necessidades e características pessoais como indivíduos, mas além, somos muito mais que isso e não devemos nos limitar apenas as caminhos no qual nosso ego nos guiará.

No fim das contas, tudo o que vivenciamos é o que temos que vivenciar. Nada é certo ou errado. À todo o momento, tudo o que acontece conosco faz com que tenhamos que seguir pelos nossos caminhos, sejam esses com conflitos, afetos, ou o que for necessário ao nosso entendimento. Tudo isso visa a cumprir nossa proposta de vida aqui neste plano e, deve ser recebida com gratidão, pois é apenas o que tem que ser.

Unidade em Luz,

Alryom

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2 comentários em “O Ego, e por que tanto falam nisso?

    • Olá,

      Não, não é por aí. De fato é difícil descrever tudo isso em toda a sua abrangência.
      No entanto, eu poderia acrescentar que as vezes coisas que nós entendemos como ruins surgem para “movimentar” nossa vida e nos fazer tomar escolhas. Não devemos nos culpar por isso, por isso visa de fato mudanças e, isso nos tira de nossa linha de conforto, mas é assim que tem que ser. Precisamos seguir em frente.

      Unidade em Luz!

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