Três novas produções falam da vida após a morte

Três novas produções falam da vida após a morte

Sob a bênção dos bons espíritos, o cinema brasileiro prospera. Depois do sucesso de ‘Chico Xavier’ e ‘Nosso Lar’, pelo menos mais três filmes com temáticas do além vão invadir as salas de exibição do País. Com data já confirmada de estreia, 1º de abril de 2011, ‘As Mães de Chico Xavier’, de Luis Eduardo Girão, vai contar a história de três mulheres que, por causa dos filhos, vão buscar conforto junto ao médium. No papel de Chico, Nelson Xavier promete brilhar mais uma vez.

“No início não quis aceitar, fiquei com medo de fazer um mesmo personagem duas vezes e ser rotulado. Mas a direção me convenceu. Ele está em uma diferente fase da vida e foi maravilhoso interpretá-lo de novo”, confessa o ator. Precursor ao investir no universo espiritual com o longa ‘Bezerra de Menezes’, lançado em 2008, Girão atraiu interesse e investimento internacional em outra empreitada. Ele é coprodutor executivo de ‘Área Q’, longa repleto de efeitos visuais filmado nos Estados Unidos e também na cidade de Quixadá, no Ceará, que mistura reencarnação e ufologia.

“Iam rodar tudo no Arizona. Quando eu disse que em Quixadá quase todos os moradores já tinham visto ou conheciam alguém que já viu óvnis, a equipe ficou louca. Sem contar que, aqui, os custos de produção diminuíram muito”, valoriza Girão.

A direção do longa é de Gerson Sanginitto e no papel principal está o ator norte-americano Isaiah Washington, conhecido por seu trabalho no seriado ‘Grey’s Anatomy’, em que interpreta o médico Burke. No filme, ele dá vida a um repórter que vive em Los Angeles, mas vem investigar os fenômenos relatados pelos moradores da cidade cearense. Com um filho desaparecido, sua vida muda completamente quando chega ao Brasil. “Isaiah ficou tão envolvido com o roteiro que entrou como sócio da produção, não está recebendo nada por sua atuação”, destaca Girão. No elenco também estão Murilo Rosa e Tania Khalill.

O QUE O PÚBLICO QUER VER

O terreno é mais fértil do que se imagina. Ainda em dezembro, ‘O Filme dos Espíritos’, de André Marouço e Michel Dubret, também brinda os espectadores afoitos por saber o que ronda esta e outras vidas. No centro da trama está o psiquiatra Bruno (Reinaldo Rodrigues). Diante de todos os problemas por que passa, ele enxerga o suicídio como única saída até se deparar com ‘O Livro dos Espíritos’, uma das básicas e principais obras da doutrina espírita. Como colegas de elenco, ele tem o incansável Nelson Xavier, agora como um diretor de uma casa de repouso e até a apresentadora Luciana Gimenez, que faz uma caiçara de 60 anos graças a uma maquiagem incrivelmente realista e bem feita.

Mas por que esses filmes fazem tanto sucesso? “O ‘boom’ das produções com essa temática já era aguardado, já que a literatura espírita vende muito no Brasil. Era natural que esse bom resultado migrasse para o cinema. O ser humano vive um momento em que está em busca de respostas”, acredita o diretor André Marouço.

Para Girão, extremamente materialista até se converter ao espiritismo depois de uma síndrome do pânico, algo maior rege esse movimento. “Se não tocássemos esse projeto, alguém ia fazer. É obra do universo, de Deus ou de Jesus, como queiram chamar. Esses filmes trazem luz para as pessoas que já buscam isso há muito tempo nos livros ou em ‘Ghost’, sucesso americano”.

POR TRÁS DAS HISTÓRIAS

INUSITADO. Quixadá tem o único caso no mundo em que uma pessoa foi aposentada por causa de uma abdução. “Na década de 1970, um agricultor diz ter sido abduzido e, depois disso, sofreu um retardo mental. Ele foi aposentado por invalidez e a sentença registrou que foi por causa da abdução”, explica Halder Gomes, coautor e produtor executivo de ‘Área Q’.

ELE TAMBÉM VIU. Cearense, Halder relata que também já viu algo estranho na região de Quixadá. “Estava com umas 50 pessoas da minha família em uma noite de céu estrelado e uma luz em formato quadrado e de cor laranja surgiu. Ela se transformou em fio até sumir, depois de uma meia-hora. Até hoje ninguém explica”.

TRABALHOSO. Para envelhecer em ‘O Filme dos Espíritos’, Luciana Gimenez foi maquiada por 4 horas.

FONTE QUE RENDE. Os diretores defendem que os filmes espíritas já criaram um novo gênero do cinema nacional. “O grande pré-sal brasileiro não é a Petrobras, é a literatura espírita que nos rende um material infindável para filmagens”, brinca Luís Eduardo Girão.

Fonte: http://odia.terra.com.br/portal/diversaoetv/html/2010/10/tres_novas_producoes_falam_da_vida_apos_a_morte_com_promessa_de_boa_bilheteria_114371.html
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